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Subida de preço do coco justificada pela escassez na província

N´ketiah das Neves

Fotos: José Zangado

Está acentuada a crise de coco na província de Inhambane e nas restantes províncias que dependem deste bem alimentício para a dieta diária das suas famílias. Dada a sua importância na confecção de pratos típicos das regiões moçambicanas e na extracção do óleo do coco, muito requisitado pelos consumidores,  a preocupação pela subida de preço ultrapassou as fronteiras da província para outros quadrantes, sobretudo a capital do país, que um coco chega a custar 50 meticais.

O INHAMBANENSE escalou alguns pontos estratégicos de venda de coco ao longo da Estrada Nacional Número 1, sobretudo de Jangamo a Quissico, pelo que o cenário é quase idêntico, ou seja, de preços acima dos que eram aplicados há três ou quatro meses. Comprar uma lata de 20 cocos por estas alturas custa quase 700 meticais. Esta subida de preços é justificada pela escassez do produto na província, o que para a maioria dos consumidores que aceitou deixar declarações ao jornal não é uma resposta adequada.

– De facto são novos tempos que estamos a viver. Nunca imaginei que pudesse comprar um coco a 35 ou 40 meticais na aqui na província. Só de imaginar que comprava um coco a 10 meticais. Os meus familiares residentes na capital do país queixam-se ainda mais porque o preço de aquisição é ainda expressivo. Estava a comprar para mandar o coco a Maputo, aduziu Elisa Nhatsave, residente em Jangamo. No mesmo diapasão lamentou Marta Nhassengo, 56 anos, de viagem de regresso a Maputo, onde reside, depois de uns dias de visita a familiares na cidade da Maxixe e tendo parado no mercado informal de Inharrime para aquisição de coco.

– Estou surpreendida com estes preços. Estava convicta que ia levar uma quantidade maior para levar a casa e distribuir pelos familiares, mas o dinheiro não chega. O preço do coco está alto e a justificação é que elas também compram caro e daí a revenda a estes preços. É um cenário impensável considerando que o coco é daqui. Não imagino quanto deve custar noutras paragens.

Ouvidas pela nossa reportagem, algumas revendedoras deste precioso produto apresentaram o novo modus vivendi na comercialização do coco, caracterizado pela escassez em vários pontos de fornecimento. Ademais, a forte procura do óleo caseiro de coco, para vários fins, também é considerada como influenciador para a especulação do produto.

– Torna-se cada vez mais difícil obter coco para a revenda. Nos últimos meses tem sido sempre assim e não sabemos como vai ser nos próximos meses. O preço que aplicamos (35 a 40 meticais) é resultado do custo de aquisição. Compramos caro e temos que obter o lucro, disse Joana Cumbana, comerciante.

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