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William Tunzine, reage com classe aos “mal-intencionados” de retirar o CAN a Vilankulo

Redacção

Respostas à medida e com classe! Foi desta forma que Wiliam Tunzine, edil de Vilankulo, reagiu em torno da notícia veiculada esta terça-feira  por um órgão de informação de referência no país, da alegada pretensão da Federação Moçambicana de Futebol, FMF, de retirar a organização do Campeonato Africano de Futebol de Praia ao Município de Vilankulo para a capital do país, em virtude, segundo o diário, de  falta de meios inerentes à organização  competição.

Em contacto com o INHAMBANENSE, as autoridades distritais, colhidas de surpresa pela informação divulgada dado que não receberam da parte da FMF qualquer comunicação da alegada intenção, alegam não compreendem as motivações para o que apelidam de “mal-intencionados” uma vez que o Município  inclusive já está a dar passos concretos para a concretização de requisitos apresentados para a realização duma prova de envergadura.

–“O Município de Vilankulo distancia-se desta notícia. Como pode depreender, os motivos invocados não têm nada a ver com a nossa realidade” reagiu William Tunzine adiante explicando a candidatura da edilidade à organização da prova continental.

– A proposta para a realização do Campeonato Africano de Futebol de Praia em Moçambique foi elaborada pelo Município de Vilankulo junto com a Federação Moçambicana de Futebol e a Secretaria do Estado de Desporto. Esta proposta foi aprovada pela Confederação Africana de Futebol, CAF,  para Vilankulo, portanto, não para a Cidade de Maputo, nem para Marracuane e muito menos para Macaneta. É esta informação que a CAF tem. Portanto, nós estávamos a espera, depois do Mundial da Rússia (Moçambique esteve presente) para uma reunião conjunta entre estes três órgãos envolvidos, e, infelizmente, este encontro ainda não aconteceu. E antes de haver esta reunião estamos a nos depreender com esta notícia. Nós estamos a nos distanciar de tudo que está lá escrito e desconhecemos o que está lá plasmado” reagiu o edil debruçando-se a seguir dos argumentos que provavelmente pesariam para a tal retirada.

– Vilankulo tem um Hospital Rural que cuida da saúde de toda a parte norte da Província de Inhambane, para além da Clínica de Nhamacunda, que pode ser a melhor que o país dispõe, o que dá para responder a todas as solicitações de saúde que possam advir. Além disso, Vilankulo tem um aeroporto internacional para casos de evacuação de um jogar em casos de necessidade maior. Portanto, não vejo um argumento forte que tem a ver com a saúde dos atletas. Temos hospitais para responder a demanda. Em termos de segurança nem posso comentar. Comparar Maputo e Vilankulo neste aspecto seria uma autêntica aberração. Nós somos mais seguros que Maputo, isto está claro. Este argumento é também inválido, não funciona.  Vilankulo é dos distritos que mais realiza testes de PCR da Covid no país. Os nossos números sobem a cada dia porque nós testamos massivamente. E os casos da Covid-19 no distrito tendem a baixar significativamente” explanou Tunzine reforçando que a Cidade de Vilankulo tem praticamente tudo o que a Cidade de Maputo apresenta.

– “Talvez possam ser motivações paralelas. Não sabemos porquê uma informação chega primeiro a um jornal sem chegar primeiro a nós que somos os protagonistas deste assunto” queixa-se concluindo que Vilankulo está a preparar-se para receber esta prova continental em 2022.

 

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