Director: Gilberto Eduardo, Director-adjunto: Naiene Cauchy

JOGABET

Professora Zarina Valá: uma grande mulher e uma causa

Percorreu praticamente toda a extensão da província de Inhambane a transmitir o seu “evangelho” pela educação e, num cruzamento de gerações, são tantos e tantos filhos que do seu ventre brotaram para as diferentes esferas sociais, económicas, políticas ou culturais do país.

Valá nasceu no longínquo ano de 1951, na então sede de um posto administrativo da circunscrição de Homoíne, mais tarde vila e hoje Cidade da Maxixe. Com a infância dividida entre Maxixe e Cidade de Inhambane, aos 21 anos regressa definitivamente à sua terra de nascença, onde inicia a grande arte de transmitir conhecimento e valores a Homens do futuro. Neste ofício nobre e vezes sem conta desvalorizado, iniciou a “pregação” na Escola Secundária 29 de Setembro da Maxixe .

–Eu sou natural da Cidade da Maxixe e nasci em 17 de Agosto de 1951. Portanto, completei recentemente 70 anos. Sou filha de um pai natural da Maxixe e mãe natural da Cidade de Maputo. Assim iniciava a longa conversa com a reformada professora que das recordações dos primórdios da cidade da Maxixe guarda poucas, porque passou maior parte da infância na outra margem da baía, a Cidade de Inhambane.

Recordo-me um pouco, porque embora tenha nascido aqui, aos seis anos fui viver para a Cidade de Inhambane, porque meu pai tinha lá um comércio. Mas vínhamos sempre para cá para visitar a minha avó paterna. Maxixe era nessa altura um minúsculo, a administração ficava…[já não se recorda] e só me lembro da Escola Raúl da Costa, que hoje é a Direcção da Educação da Cidade, mesmo a frente à sede do Município da Maxixe. Só aos 21 anos é que regressei em definitivo à Cidade da Maxixe. Meu pai adoeceu, era cardíaco, e teve que encerrar o estabelecimento. Nessa altura eu já tinha feito o sexto ano. E porque o meu pai não estava bem, ele teve condições de me colocar noutras séries.

 ZAVALA COMO

PONTO DE PARTIDA

Havia de se encontrar uma forma de seguir em frente e a educação foi quase o amor à primeira vista. Professora Zarina não conheceu outro amor que não seja a educação.

Submeti documentos e disseram que eu podia dar aulas de 1.a a 4.a classes, mas tinha que ser no distrito de Zavala, onde havia vagas. O meu falecido pai primeiramente não quis e a minha mãe convenceu-lhe a abrir mão com a justificação de que eu podia trabalhar, ganhar dinheiro e continuar com os estudos. Assim fiz. Portanto, em 1973 fui a Zavala. Foi o meu primeiro ano de trabalho com uma 2.a Classe. Nós éramos chamados professores assalariados idóneos e auferíamos 2.500 escudos.

Depois apareceu uma professora formada, do magistério primário, e eu fui imediatamente transferida para Inharrime, onde fiquei apenas um mês. Foi daqui que consegui uma transferência para Maxixe, a minha terra, onde também não fiquei por muito tempo. Isso foi em 1974. Neste mesmo ano fui transferido para a Escola Agrária de Inhamússua, onde fui dar aulas de corte e costura, conta.

LEIA O ARTIGO COMPLETO NO JORNAL FÍSICO.

Comentários