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Pedro Fernandes: diáspora quer ser actor activo no desenvolvimento de inhambane

Gilberto Guibunda

É o presidente da Organização da Diáspora Moçambicana (ODM), representada em 35 países de acolhimento. Há 34 anos Pedro Fernandes deixou Moçambique, ou seja, a província de Inhambane, para o Velho Continente.Fixou-se, actualmente, no Luxemburgo, depois de deixar Portugal, onde saiu há 14 anos. Empresário do sector financeiro e seguros, o “manhambane” que sazonalmente tem vindo matar saudades do país de parto, pretende ver mais activo o papel da diáspora no desenvolvimento do país, e de Inhambane, em particular. Pedro Fernandes considera pertinente um fórum de negócios onde se possa expor as oportunidades de negócio que a província de Inhambane apresenta. O INHAMBANENSE, entretanto, quis saber primeiro quem é o nosso interlocutor.

– Consta-nos que Pedro Fernandes nasceu em Quelimane, mas é filho de Inhambane…

Eu nasci em Quelimane, no entanto, sou originário ou filho de Inhambane. O meu pai é de Inhambane, a família Fernandes é de Inhambane e eu, acidentalmente, nasci apenas em Quelimane e depois vivi alguns anos em Inhambane, onde fiz o meu ensino primário e só depois é que rumei para Europa, precisamente nos finais de 1987. Identifico-me integralmente com a província de Inhambane muito por conta das minhas raízes, como disse anteriormente. Sempre que venho a Moçambique tento ir a Inhambane embora, infelizmente, sem muita frequência. Temos um espaço em Inhambane, precisamente em Macolo, onde pretendo fazer algum pequeno projecto. Tenho visitado a província sempre que posso, porque adoro a costa de Inhambane. Estive lá em Março e sinto-me em casa, é a minha província. Continuamos a manter contactos com familiares e amigos que continuam em Inhambane.

– É um indivíduo dinamizador e presidente da Diáspora Moçambicana. Fale-nos um pouco disso.

– Pedro Fernandes é um moçambicano que vive na Europa desde os anos 80. Eu vivia em Portugal até o ano 2007, altura que me mudei para Luxemburgo, onde vivo e trabalho. Tenho uma empresa no sector de finanças e seguros, onde exploro uma agência de seguros. A minha empresa também faz um pouco de exportação e importação e outros negócios. No entanto, tenho também alguns interesses em Moçambique que me levam a viajar algumas vezes para o nosso país. Sou o presidente da ODM, que é a Organização da Diáspora Moçambicana, que fundámos em 2018 e tendo nos oficializado em 2019, em Lisboa, Portugal. Temos presença em 35 (trinta e cinco) países e com membros nessas mesmas nações. Temos feito alguns trabalhos em Moçambique e nos países em acolhimento.

– Da diáspora espera-se um papel mais activo para atrair investimentos para o país ou província de origem. Qual tem sido o vosso contributo neste aspecto?

– Grande parte de nós somos empreendedores e queremos contribuir e fazer parte do desenvolvimento da província de Inhambane. Temos alguns jovens, lembro-me de um amigo que é presidente da Casa de Moçambique na Holanda, que tem um projecto na província de Inhambane. E nós os outros também tentamos sempre encontrar oportunidades que nos motivem a investir na província. Já falando nisso, acho pertinente que se até pudéssemos organizar um fórum de negócios onde possamos travar conhecimentos naquilo que são as oportunidades de negócio na província para que cada um, no seu sector, saiba se posicionar estrategicamente para abraçar essas oportunidades.

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