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Inhassoro: solução dos problemas dos jovens não está na Sasol

Gilberto Guibunda

 O INHABANENSE escalou o distrito de Inhassoro, Norte da província de Inhambane, para uma entrevista com a Administradora distrital, Dulce Canhemba. Da resenha de um distrito com selo de desenvolvimento, onde figura o turismo e a pesca entre os principais ramos de actividade, Inhassoro trava a luta para ultrapassar vários desafios, como seja a expansão da rede de sistema de abastecimento de água potável, a vários níveis, nesta altura prioritária para o governo local. O desenvolvimento de infra-estruturas, como a expansão da electrificação às localidades e a construção de estradas surgem igualmente no topo da agenda.

De permeio, às repercussões sociais dos 17 anos da Sasol, empresa que explora o gás natural em Pande e Temane, Canhemba adverte a juventude desta região setentrional de Inhambane que as soluções  para  seus os problemas não podem ser cabalmente resolvidos pela multinacional sul-africana.

– Quando se fala de Inhassoro, uma das primeiras impressões é associar o distrito à Sasol pelas razões já conhecidas. E consequentemente que esta deve ser a solução para as preocupações dos jovens, sobretudo emprego. Como é que justifica esta teoria?

 – De facto esta é uma preocupação que temos a nível do distrito. Percebemos que os jovens acham que a solução dos seus problemas está com a Sasol, mas não é verdade. A solução está connosco, desde a componente da formação até às oportunidades. Querendo dizer o seguinte, a Sasol está sim no mercado, ela subcontrata outras empresas que vêm prestar serviços e estas mesmas empresas estão no mercado a oferecer oportunidades de emprego. Primeiro temos que olhar o que o mega-projecto procura e o que estas outras empresas subcontratadas também procuram?  Muitas vezes são vagas que exigem qualificações técnico-profissionais. Graças a Deus temos aqui uma escola na vila, que é o Centro de Formação Técnico-Profissional, que tem estado a formar jovens para colocar, não só na Sasol, mas no mercado nacional. Temos exemplos de jovens que durante a sua formação foram subsidiados pela empresa, mas não ficaram na Sasol. Temos jovens que saíram daqui e estão nas grandes empresas em Tete, Cabo Delgado, etc. Saíram todos daqui! É um desafio, os jovens pensam que a solução é a Sasol.

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