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Covid-19: “Mau comportamento” leva o Governo a encerrar periodicamente as praias de Tofo, Guinjata e Barra

Redacção

É uma decisão que já se vislumbrava atendendo que, quatro dias depois de ter autorizado a abertura das praias, decorrente da avaliação das medidas de restrição na luta que se trava contra a Covid-19, o Governo já ensaiava rever as medidas justificando o “mau comportamento” de alguns cidadãos moçambicanos em alguns cantos do país, incluindo a província de Inhambane (praia de Tofo).

Ora, o Executivo moçambicano reuniu-se de emergência esta quarta-feira, 06, para deliberar o encerramento de algumas praias em sete províncias do país incluindo a Cidade de Maputo. Esta decisão surge depois das imagens incomuns,  para o momento que vive,  que circulam em várias plataformas e que ilustram o ambiente de aglomeração de utentes nas praias no último fim-de-semana logo, saído do feriado nacional de 04 de Outubro.

Para o caso de Inhambane, trata-se das praias de Tofo, Barra e Guinjata, três grandes destinos preferências de banhistas moçambicanos e de outras nacionalidades.

Esta medida abrange as restantes quinze praias das restantes províncias, nomeadamente, Costa do Sol e Ka-Tembe, na Cidade de Maputo, Macaneta e Ponta d’Ouro, na província de Maputo; Bilene e Xai-Xai, na província de Gaza; Estoril, Macuti e Ponta-Gêa, em Sofala; Praia de Zalala, na Zambézia; Fernão Veloso, em Nampula e as praias de Wimbe, Marrengane, Sagal e Pinhos, em Cabo Delgado.

Esta decisão foi anunciada pelo vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filimão Suazi que salientou que o conjunto de praias visadas ficam interditas a sua frequência pelos utentes   por um período do quinze (15) dias.

– O Governo apreciou e aprovou os aspectos legais o decreto que revê o Decreto número 76/2021 de 24 de Setembro sobre as medidas de contenção e propagação da Covid-19 enquanto vigorar a situação de Calamidade Pública. O decreto visa determinar o encerramento, por um período de quinze (15) dias, as praias da Costa do Sol e Ka-Tembe, na Cidade de Maputo, Macaneta e Ponta d’Ouro, na província de Maputo; Bilene e Xai-Xai, na província de Gaza; Estoril, Macuti e Ponta-Gêa, em Sofala; Praia de Zalala, na Zambézia; Fernão Veloso, em Nampula e as praias de Wimbe, Marrengane, Sagal e Pinhos, em Cabo Delgado” apontou o porta-voz do Governo tendo salientado que a decisão foi tida “ tendo em conta os níveis de desobediência do decreto em vigor no que respeita a frequência às praias enquanto se aprimoram os mecanismos de facilitação e fiscalização pelas autoridades administrativas locais conforme previsto”.

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