Director: Gilberto Eduardo, Director-adjunto: Naiene Cauchy

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Maxixe reconhece os feitos do filho da terra Celso Alvação

Gilberto Guibunda

Foi um dos galardoados nas comemorações do quadragésimo nono aniversário da Cidade da Maxixe, celebrado no passado dia 18 de Novembro. Em causa, esteve o seu reconhecimento pela briosa carreira interna e internacional como árbitro de futebol. Celso Alvação, um dos destacáveis homens do apito do momento na arbitragem nacional, aceitou partilhar com o INHAMBANENSE o seu sentimento de gratidão como também os primórdios, o presente e o seu futuro na arbitragem.

FRUTO DUM TRABALHO ÁRDUO

– Ser distinguido na minha cidade é gratificante uma vez que é um reconhecimento público. Senti-me muito orgulhoso e lisonjeado pelo acto. É fruto de um trabalho árduo que a gente faz. Não posso dizer que é o Celso Alvação que mereceu este prémio, não. São os meus colegas que treinam comigo todos os dias na Cidade da Maxixe, então, este reconhecimento é nosso, vincou, lembrando que a menção é fruto do trabalho intenso.

É uma grande luta, os desafios são enormes e, mais uma vez, pedir à direcção que é de direito para que nos apoie nesta batalha. A todos aqueles que são meus amigos, admiradores, irmãos, nos apoiem, porque não é fácil. A Cidade da Maxixe é testemunha desta obra. As avenidas da cidade veem o treino do Alvação juntamente com os outros colegas. Estamos aqui a lutar em prol da arbitragem moçambicana no geral e da província de Inhambane, em particular. Ser galardoado na minha cidade é bonito e, mais uma vez, gratificante, considerou o internacional moçambicano, a seguir relatando o início de uma actividade que mais tarde levaria-no à ribalta.

– Celso Alvação é filho desta Cidade da Maxixe e desta província de Inhambane. Filho de um professor reformado e de uma mãe doméstica. O futebol é uma paixão. Já desde menino jogava, mas joguei muito pouco. Foi nesses campeonatos que surgiam na cidade que tudo começou. Ainda me lembro de um torneio da Provida que ia decorrer no Campo Municipal, eles não tinham um árbitro e me ofereci a ser um assistente de linha. Hoje é árbitro assistente. Nesse jogo fiscalizei o jogo com um frágil ramo de árvore de acácia, que serviu de bandeirola. Foi assim que comecei e acabei sobressaindo, enfatiza. Daí nunca mais parou.

– Tive essa paixão pela arbitragem e fui praticando a cada oportunidade. Eu ia apitando sem qualquer formação, sem conhecer qualquer lei, e as pessoas, de tanto me acompanhar a apitar, aconselharam-me a falar com José Faduco (irmão mais velho de Justino Faduco) – dois irmãos que são referências da arbitragem local e nacional. Nos tempos de Wane Pone eu entrava em campo, onde se realizam os primeiros jogos das camadas inferiores que antecedia os jogos do Moçambola. Tive apoio de um senhor chamado Jerry – trabalhava na altura na ONUMOZ – que me deu os primeiros livros sobre arbitragem, de igual modo que também recebi muitos incentivos de um outro senhor (já falecido), Tomagito, conta.

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