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Governador dá exemplo ao empresariado local no regresso de Inhambane num “nacional” de basquetebol

Gilberto Guibunda

Quase trinta anos depois a província de Inhambane regressa ao campeonato nacional de basquetebol sénior feminino, um evento que será disputado entre os dias 7  e 15 de Fevereiro na capital do país. A última equipa a representar a província num evento de género, na cidade da Beira,  foi a extinta BCI da cidade de Inhambane, tendo se quedado nesta participação em último lugar. Três décadas depois,  Eagles da Cidade da Maxixe, actual campeã provincial, entra nos anais da modalidade da bola-ao-cesto na província com a confirmação na competição nacional. Ora, Célsio Martins, presidente da Associação Provincial de Basquetebol em Inhambane, fala ao INHAMBANENSE sobre este momento histórico e das poucas possibilidades e grandes ambições que o conjunto provincial tem ou traz nesta estreia.

– Lembra-se da última vez que a província esteve representada num “Nacional” de basquetebol em femininos?

– A última vez que uma equipa da província de Inhambane participou num campeonato nacional sénior feminino,  se a memória não me trai,  foi há quase trinta anos , num nacional na cidade da Beira, onde participou o BCI da Cidade de Inhambane e ficamos em último lugar.

 – O facto é que quase três décadas depois a Eagles da Cidade da Maxixe representa a província num nacional. O que é que isto significa?

– Representa um esforço que esta associação está a fazer para ver o basquetebol de Inhambane a voltar ao patamar dos anos 80 e 90, onde a província participava constantemente nas provas nacionais em todos os escalões e com bons resultados.

 – Qual é a imagem real que a Eagles da Maxixe pretende deixar sobre o basquetebol provincial? 

– É uma presença para mostrar que estamos a vir e queremos estar mais vezes nesta competição para podermos recuperar o tempo perdido e aprender com os melhores da fina-flor do basquetebol nacional. Só participando constantemente é que podemos melhorar e, quiçá,  no futuro lutarmos por lugares cimeiros.

– A chegada à cidade de Maputo poderá espelhar o fosso das realidades do basquetebol. Está ciente daquilo que irão encontrar no evento?

–Sim, existe diferença entre as equipas da cidade de Maputo e das restantes províncias.  Vamos, ou seja, temos de tentar encurtar esse fosso com muita humidade e luta, mas com as outras províncias vamos lutar de igual para igual. Devido a pandemia as províncias ficaram quase 2 anos sem competir e isso vai se fazer  sentir para todos, principalmente as equipas que não são da Cidade de Maputo.

– Está aberta a possibilidade de reforços para as equipas. É uma possibilidade que não está descartada?

– Sim, pelo que tomei conhecimento a equipa fez  alguns contactos para reforçar-se e parece-me que está num bom caminho. Os reforços irão juntar-se-ão à equipa brevemente.

– Em que condições, em termos de logística, a equipa chega a Maputo?

– Neste momento temos alguns apoios,  mas não chegam. Queremos saudar o apoio do Governador da Província, Daniel Chapo, do Município da Maxixe, do Coucunat View, uma instância turística, que aderiram a esta causa. Uns não nos responderam e outros  pura e simplesmente foram insensíveis à causa da província. Continuam fechados ao desporto, e ao basquetebol, em particular. É de lamentar esta atitude. Mas continuamos abertos para quem queira apoiar as meninas que vão representar a província de Inhambane  30 anos depois.

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