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Piscicultura em Inhambane: Executivo quer impulsionar produção

Nos primeiros anos deste século, o governo moçambicano, no âmbito de plano de combate a pobreza absoluta, considerou a piscicultura de água doce importante tendo também como objectivo da prática desta actividade o fornecimento da proteína animal fresca e de baixo custo às populações, criar emprego, aumentar o rendimento familiar, produzir excedentes de peixe para exportação e promover o desenvolvimento rural.

A província de Inhambane lançou-se a esta iniciativa a partir de 2013, redefinindo os objectivos gerais para mais específicos, ou seja, além de geração de renda, consistiria para aliviar a pressão sobre os ecossistemas marinhos na baia de Inhambane e a três milhas da costa náutica e promover a pesca artesanal sustentável, através da observância rigorosa de períodos de defeso e veda. Ora, estes objectivos tiveram o seu grande impacto no ano de 2019, período no qual a província de Inhambane alcançou o volume de produção mais alto com mais de mil (1.089,9) toneladas de peixe tilápia.

Isto foi resultado da capacidade produtiva instalada de mais de mil quatrocentos tanques de terra, mais de quinhentas gaiolas, cerca de seiscentos piscicultores espalhados pelos distritos da província de Inhambane, que conta com mais de duas dezenas de associações que se dedicam a esta actividade. Para tal, também muito contribui o envolvimento da Poelela Fisheries e Apropecus, duas empresas localizadas nos distritos de Inharrime e Zavala, respectivamente, dedicadas ao fornecimento dos principais insumos ou da encerrada empresa  Xibaha, de Vilankulo, responsável por fornecimento de alevinos (peixe que acabaram de deixar a fase de larva).

CONSTRAGIMENTOS

Nesta última quinzena do mês de Julho (21) o executivo de Inhambane, juntamente com os responsáveis provinciais de agricultura e segurança alimentar  reuniram-se na cidade da Maxixe para analisar a piscicultura numa perspectiva de negócio. Este encontro acontece numa altura em que a província, embora a sua potencialidade nesta actividade, deparou alguns constrangimentos identificados, mormente, fraca disponibilidades de insumos (ração e alevinos) de qualidade e de serviços de extensão aquícola, deficiente promoção da cadeia de valor e de modelos de intervenção na prática de aquacultura, limitadas linhas de financiamento ajustadas às especificidades do negócio da actividade, além da estiagem que reduz a capacidade instalada nos lugares apropriados para a construção de tanques de terra.

Outrossim, e em termos de desafios, o sector espera, entre outros,  instalar e operacionalizar parcerias com instituições para aumentar a produção de ração, operacionalizar o número de gaiolas existentes, dinamizando o aproveitamento dos rios e lagoas. Também está em vista o povoamento de tanques e a mobilização de financiamento para a actividade.

Recorde-se que o distrito de Panda ocupa o primeiro lugar na prática da piscicultura ao nível da província de Inhambane.

Por: Gilberto Eduardo

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